sexta-feira, abril 29, 2005
Décimo Aniversário do Contra
quinta-feira, abril 28, 2005
Irresistível!
Mas é que é já a seguir!!
quarta-feira, abril 27, 2005
Serviço Público na RTP1
Da TVI se pode dizer que não tem nenhum, absolutamente nenhum, programa de jeito. Informação tablóide, telenovelas portuguesas de milésima qualidade e reality shows é tudo quanto tem para nos dar. Quanto à SIC, julgo que já não passa mais nada senão telenovelas brasileiras, devem ser para aí umas dez por dia.
É por isso que não posso deixar de elogiar a RTP1. Sendo inegável que este canal está longe de conseguir oferecer uma programação coerente de qualidade que vá ao encontro das exigências de um canal do Estado, não é justo que não se lhe reconheça mérito na forma como consegue, em concorrência com o telelixo das outras televisões generalistas, manter 20% de share e colocar no sua grelha, muitas vezes em horários nobres, programas de inequívoco serviço público.
Exemplos de serviço público, em horário nobre, foram os dois programas que passaram depois do telejornal de domingo e segunda-feira. Um dedicado a Einstein, a assinalar os 50 anos da sua morte, muito interessante por focar a dificuldade do cientista, na segunda metade da vida, em aceitar a evolução da física, intolerante para com as probabilidades da mecânica quântica. Outro dedicado a Eduardo Lourenço, excelente dia-a-dia com o ensaísta – no Egipto, em Vilar Formoso, em casa no sul de França, numa exposição com Júlio Pomar, numa conferência com Mário Soares - a deixar-nos apontamentos sobre os mais diversos assuntos. Às vezes de tal modo desleixados que mal o podíamos ouvir.
terça-feira, abril 26, 2005
Sobre a eleição de Ratzinger
Ratzinger/Bento XVI
1. Uma maior abertura da Igreja nas questões da vida e da sexualidade (como penso que grande parte da comunidade católica há muito anseia): o sacerdócio das mulheres, o fim do celibato dos padres, o fim da marginalização dos homossexuais, uma doutrina menos puritana em relação à sexualidade, a aprovação dos métodos anticoncepcionais.
2. Na linha do Concílio Vaticano II, a defesa da colegialidade dos bispos e do apostolado dos leigos.
3. Uma acção mais empenhada na luta política contra a pobreza (neste aspecto, a condenação da Teologia da Libertação, o movimento que surgiu na América Latina nos finais dos anos 60, e que defendia «a opção preferencial pelos pobres», mostra bem o incómodo do Papa pelas correntes mais progressistas da Igreja e a forma autoritária como compreendia o seu magistério.)
Não tenho ilusões, sei que nenhum Papa ousaria efectuar mudanças profundas na Igreja ou alterar muito o rumo estabelecido por João Paulo II. Por isso nunca acreditei que fosse possível eleger alguém muito progressista, penso até que seria suicida, já que uma instituição com a dimensão da Igreja não pode sofrer grandes abalos. Mas esperava deste conclave um sinal de abertura, que a escolha dos cardeais recaísse em alguém moderadamente disponível para a modernidade. Com Ratzinger tudo se desmoronou, o sinal dado foi exactamente o contrário. A escolha deste foi um cerrar fileiras na ortodoxia. Pior, foi um dar a palavra aos sectores mais conservadores da Igreja.
Deste terça-feira que tento procurar as razões desta eleição. Tenho lido muita coisa, e ouvido muitas opiniões. Há quem defenda que ela se deveu ao facto de mais ninguém querer ser Papa, devido ao peso do pontificado de João Paulo II; ou que os cardeais se iludiram com todas as manifestações de apreço por Wojtyla, tanto nos últimos dias da sua morte, como no seu funeral, vendo nestas uma demonstração de que a Igreja deve manter o rumo por este estabelecido; ou, como afirma Miguel Sousa Tavares, que houve uma espécie de passagem de testemunho previamente planeada; ou ainda que os cardeais sofrem daquele complexo, típico do nosso Partido Comunista, de que a mudança poderá gerar perda de identidade.
Não faço ideia, talvez seja um pouco uma mistura de todas estas razões.
Há contudo um lado positivo nisto tudo: a desmistificação da figura pontifícia. Com João Paulo II, devido ao seu carisma, parecia que o Papa era um ser intocável. Com Bento XVI, desceu à terra. É um ser humano de quem não nos sentimos mal por dizer que não gostamos. A prova disso foram as manifestações de desagrado que surgiram entre os católicos após o anúncio da escolha de Ratzinger.
domingo, abril 24, 2005
PP-CDS sem Portas
Ao contrário do que muitos dizem, não acredito nada que o PP-CDS sem Paulo Portas volte a ser o partido do táxi. Para mim é evidente, infelizmente, que um partido colocado claramente à direita e liberal tem potencial eleitoral em Portugal. Adquiri essa convicção sobretudo desde que comecei a acompanhar a blogosfera política em Portugal. Julgo que Paulo Portas, sobretudo devido à sua postura beata, não conseguia atrair tanto eleitorado como se pensa. Era eficaz em certos meios mais desprevenidos, iludidos pelo seu cristianismo pacóvio e o discurso populista (com a obsessão pela segurança, as posições anti-RMG, as promessas de aumento das pensões), mas falhava redondamente nos sectores da sociedade mais sensíveis aos argumentos liberais do PP. Veja-se o que aconteceu nas últimas eleições. Grande parte daquele eleitorado idoso ganho há três anos ficou completamento desiludido e debandou. Pelo contrário, o voto urbano do partido aumentou, impedindo o descalabro.
Por isso, julgo que existem pessoas no PP melhor colocadas do que Portas para dar o impulso de que o partido precisa. Tenho dúvidas de que seja Ribeiro e Castro, assim como não acreditaria em Telmo Correia, mas Pires de Lima, Lobo Xavier ou Luís Nobre Guedes, na minha opinião, seriam políticos bem capazes de bons resultados nas próximas legislativas. Felizmente, estas pessoas têm, como afirmou Pires de Lima na entrevista dada na RTP, uma família para sustentar.
sexta-feira, abril 22, 2005
Malato
Admito que o ignorava.
quarta-feira, abril 20, 2005
Óbidos inova o turismo luso.
A vila medieval de Óbidos, autêntico museu aberto, adaptou o sistema de visitas áudio guiadas já existentes nos (cerrados) museus, e configurou-o, de modo pioneiro, ao seu encantador burgo. Os turistas já podem alugar (de modo rápido e simples) no Posto de Turismo (por 5 € e duas horas de utilização) um aparelho portátil que contém informação gravada sobre trinta pontos de interesse da vila medieval.
Em cada um desses pontos o turista pressiona a tecla numérica que lhe está associada e ouvirá num auscultador explicações (de duração entre dois minutos e meio a cinco minutos) sobre o respectivo património: história, descrição, valor artístico e monumental, enquadramento no meio, e afins. A informação é disponibilizada em quatro línguas: português, inglês, francês e castelhano.
Esta estratégia visa angariar fundos, mas também distender o tempo médio de duração da vista à vila, que se cifra no momento em cerca de meia hora (segundo dados do Turismo).
Este inovador serviço surge no âmbito de uma “grande reviravolta em termos de agressividade das operações turísticas” e é o “primeiro de muitos novos serviços ligados ao turismo que irão surgir brevemente em Óbidos” refere o autarca-mor de Óbidos. Entre estes serviços constam: programas e circuitos de visitas guiadas, conferências, espectáculos de animação, etc.
Esperemos que outros municípios adoptam também este prestável serviço…
terça-feira, abril 19, 2005
Ratzinger
Já há Papa
Produtos Inteligentes
Numa altura em que ainda possuía tempo disponível para ler revistas em formato papel e deleitar-me com o deslizar das estéticas páginas (hoje, em papel, só a dos jornais de Domingo, pois à distância de um clique tenho acesso a cerca de dezoito mil revistas digitais assinadas pela Universidade do Porto e aproveito para ler nestas, de tempos a tempos, certos artigos), comprei um special issue da Time corria o (longo) Inverno de 1997/1998 (em tempos em que a Invernia ainda metia respeito, com a presença assídua da chuva e de um gélido ar [pois!!] ). Lia a revista acerbadamente, sendo das poucas que ainda conservo.
A revista era dividida em quatro secções e a terceira (“Changing the World Through the Discovery” ) iniciava-se com um admirável artigo “The Third Wave” , assinado pelo jornalista Rod Usher, que expunha a futura incorporação de micro-chips inteligentes em tudo o que mexia e também que não mexia (óculos, frigoríficos, sapatos, canetas, cadeiras, casas, … e por todo o corpo humano também), de modo a potenciar as capacidades desses objectos e seres (memória virtual, programação de funções, interactividade, autonomia em dados domínios, …).
Como é de bom tom nestas questões das inovações tecnológicas, vem sempre ao de cima as questões da ética, dos valores humanos e limites da ciência, que também eram abordadas qb neste artigo.
Curiosamente por esta altura, na semana de 20-27/10/1997 saía, aquele que considero até hoje um dos melhores números (dos que li) da New Yorker, o “Next Issue” , que de igual modo pretendia abrir um pouco a cortina do próximo milénio que promissoramente se acercava.
A nível do comércio, a massiva incorporação de chips electrónicos, será já uma realidade brevemente, substituindo, 20 anos depois da sua criação, o código de barras (CB). Um dos objectivos do CB era homogeneizar a inventariação dos produtos, mas hoje existem cerca de 2,4 milhões de códigos diferentes!! O CB irá ser substituído pelo Código Electrónico do Produto (EPC), que é um código transportado numa etiqueta electrónica. Os CB têm como finalidade o reconhecimento de grupos de artigos, e ao invés, o EPC cria um número de série único para cada artigo.
As vantagens do EPC face ao CB são entre outras: a redução dos furtos e da contrafacção dos bens, a gestão electrónica de inventários, a automática localização do produto num dado espaço, a auto-detecção de anomalias (deterioração, contaminação,…), o seu historial (produção, transporte, comercialização, propriedade, composição…).
Imaginem, por exemplo, um pasta roubada, que é logo localizada (bem como identificado o gatuno), ou saber-se quantas vezes e quem foi ao frigorífico numa noite! Mas isto é só o início…
quinta-feira, abril 14, 2005
Reencontrarmo-nos com o Tempo.
Diria ter sido um admirável feito, se não fosse mesmo assombroso, deveras prodigioso!
Cerca de três milhares e meio de páginas traduzidas com profundo rigor, quatro anos devotados em grande parte à intensa tradução de uma obra assombrosamente complexa. O poeta Pedro Tamen concluiu há pouquíssimos meses a tradução integral da obra “À la Recherche…” de Proust. O sétimo e último volume: “O Tempo Reencontrado” já está no prelo.
Considero que o acto de alguém se embrenhar na tradução de uma obra desta dimensão é algo meio quimérico. Ou se avança num impulso ou então resta-se para sempre no eterno querer…
Tamen confia-nos que leu a
Tamen revela-nos ainda que foi muito moroso nesta primorosa tradução, mesmo impróprio demais para uma obra desta espessura. Mesmo sendo Tamen conhecido pela celeridade na tradução. No entanto como ele afirma o
A cultura portuguesa deve também prestar profunda gratulação à editora Relógio D´Água, pelo facto de nestes momentos de crise, a diversos níveis, ter avançado para a edição de tão voluminosa obra. Alguns dirão: voltou-se para os clássicos, que persistem sempre com boa demanda. Mas numa heptologia não se configura tal garantia! A editora onde melhor (e mais) se traduziu Virgínia Woolf (bem como importantes obras de Lawrence, Kafka, Mishima,… e claro Pessoa), de novo se balanceou por ondas bem desassossegadas.
As anteriores edições portuguesas desta obra, da Livros do Brasil e da Europa-América, são traduções brasileiras, em que se envolveram diversos tradutores (contudo Mário Quintana traduziu os 4 primeiros volumes da Recherche), tal como comummente se faz pelo mundo fora. Um só tradutor chamar a si tamanha empresa afigura-se muito raro.
Reconheço que apenas li partes do primeiro (do lado de Swann) e segundo livro (à sombra das raparigas em flor) da obra. Terei a desculpa que pouco milhares de portugueses, se tal, a leram integralmente. Sim, porque uma leitura fiel e justa estender-se-á por muitas dezenas de meses, senão anos. Um tempo infindo para o abreviado tempo actual.
Obrigada Sr. Tamen, pelo tempo bem devotado a esta Homérica Tradução.
A ler ainda este e já agora também este este artigo.
O que é o sexo afinal? (perpectiva de um bibliotecário)
Desde há muito, muito tempo (era eu uma criança e sonhava....) que não trocava o programa “Há Vida em Markl” na Antena 3, de manhã, por outra cena, mas ontem comecei a ouvir o psiquiatra Júlio Machado Vaz (que até não simpatizo muito com o seu estilo de comunicação) na Antena 1 e fui apreciando. Sobretudo quando ele enunciou este texto/anedotário : (penso que já ouvi isto antes mas não me recordo...) :
“ O QUE É O SEXO AFINAL ?
1. Segundo o médico é uma doença, porque termina sempre na cama.
2. Segundo o advogado é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.
3. Segundo o engenheiro é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.
4. Segundo o arquitecto é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.
5. Segundo o político é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.
6. Segundo o economista é um desajuste, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe o que é activo ou passivo.
7. Segundo o contabilista é um exercício perfeito: põe-se o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Podendo, na maioria dos casos, ainda gerar dividendos.
8. Segundo o matemático é uma perfeita equação, porque a mulher coloca entre parênteses, eleva o membro à sua máxima potência, e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.
9. Segundo o psicólogo, é fod_ de explicar... “
Resolvi então acrescentar o (meu) ponto de vista de bibliotecário. Magiquei, matutei e saiu isto (é bem maior que os outros, mas isto de bibliotecas [e sexo] é bem mais complexo que pensam. Não é só tratamento automático do produto, é preciso ter jeitinho para a coisa…)
10. Segundo um (certo) bibliotecário, é um acto que começa por uma reflectida selecção, seguida de uma súbita aquisição, bem registada com o comum carimbo beijoqueiro. Depois envolvemo-nos numa fase mais profunda de análise da obra: abre-se e fecha-se a obra-prima as vezes necessárias para apreender bem o seu conteúdo. Após estar bem catalogada, já se pode atribuir uma classificação (quanta mais experiência mais ajustada será esta), após isto é interserida no índice das outras obras já antes tratadas. Por fim deposita-se num lugar apropriado (consoante o valor desta) até novo uso. É sempre bom para o ego difundir esta nova aquisição, sobretudo se tivemos uma boa experiência com ela. Em alguns casos até se pode emprestar (ou mesmo permutar).
quarta-feira, abril 13, 2005
A sensibilidade perpassa também as pedras...
Aichi 2005 - A sabedoria do Japão.
As exposições mundiais pretendem antes de tudo engrandecer o respectivo país organizador. Desde a última década, os sempre simpáticos temas escolhidos, por parte destas, giram todos à volta do desenvolvimento sustentável, da conciliação entre o crescimento tecnológico e o equilíbrio ambiental (Lisboa - Oceanos: Um Patrimônio Para O Futuro, Hannover - Humanidade, Natureza e Tecnologia). A exposição deste ano de Aichi (próximo de Nagoya), no Japão, não foge à regra com o tema “A Sabedoria da Natureza”. A exposição decorre de 25/03 a 25/09 (185 dias) e 121 países estarão presentes, incluindo Portugal (dos poucos que não tem web site do evento, já que parece que todo o dinheiro foi desviado para a Casa da Música).
A exposição vai ser uma montra das últimas novidades tecnológicas do Japão: robôs com mais capacidades que muitos políticos portugueses, transportes ultra-sofisticados e ecológicos, (tele)comunicações da última geração, simulações virtuais futuristas, centenas de espectáculos, exposições, concertos, conferências, etc.
O logo da exposição e as mascotes podiam desde logo afastar qualquer um, mas os japoneses não foram inocentes como os lusos antevendo grande adesão no início (o que na Expo98 reverteu no contrário e quebrou o entusiasmo inicial), e se obviamente não se intenta atingir os quase 50 milhões de visitantes de Osaka1970, nem os 36 milhões de Hannover2000, são previstos uns bons 15 milhões (a Expo98 teve 7, 7 milhões). Pelas últimas informações a adesão tem sido exactamente a esperada, nem mais nem menos (no Japão, o que se esperava?).
35 anos volvidos (1970) após a primeira exposição mundial no Japão, em Osaka, que teve em vista mostrar o novo Japão ao mundo, a exposição de 2005 afigura-se como um dos móbiles para superar decisivamente a crise persistente na última dezena de anos e mostrar a moderna postura do Japão no dealbar do novo milénio. O Japão, uma nação parca em recursos naturais, tem apostado cada vez mais em tecnologia de reduzidos consumos energéticos e de feição ecológica, em aparelhos e veículos cada vez mais automatizados (automóveis e autocarros sem condutores, robots industriais,…), tecnologia multimédia e telecomunicações de ponta, e quer (de)mo(n)strar ao mundo que inflectiu de vez relativamente aos modelos económicos tradicionais, o que lamentavelmente não assume correspondência no outro lado do Pacífico, dos xerifes texanos.
Os preços dos bilhetes são bastante acessíveis, tendo em vista o nível de vida japonês. Uma entrada/dia fica por 33 € , e para toda a exposição são 122 €. O vídeo de divulgação e os panfletos são atractivos mostruários da exposição.
Pela consulta (na Net) de programas para visita desta exposição, de agências lusas de viagens, elegeria a de maior custo, a Abreu, mas talvez a única lusa que dê suficiente confiança para uma viagem desta envergadura. Uma viagem de sete dias, por cerca de 2 300 euros por pessoa, visitando a exposição e também muitos outros locais interessantes no Japão.
terça-feira, abril 12, 2005
Tuxedomoon
Hoje, na Casa das Artes de V. N. de Famalicão, cerca de 15 anos depois de ter ouvido pela primeira vez “Holy Wars”, um dos discos que mais marcou, vou assistir a um concerto dos Tuxedomoon, a banda mais europeia dos Estados Unidos. É a minha vida em rotação difusa.
Esta notícia não interessa porque é positiva
segunda-feira, abril 11, 2005
Marques Mendes
Saiu Cavaco Silva, Fernando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso, Santana Lopes e sobrou Marques Mendes, figura secundaríssima, que ainda há uns anos era alvo do zombaria por se saber que sonhava chegar a líder do PSD. Agora, depois de tantos anos de persistência, e por esvaziamento progressivo do partido, conseguiu, vencendo com uma margem relativamente pequena o fraco Luís Filipe Menezes, um político de nível autárquico. Que este tenha obtido mais de 40% de votos no congresso é sintomático do fraco entusiasmo que a candidatura de Marques Mendes suscitou e do estado miserável em que se encontra o PSD.
Obviamente ninguém está à espera de águas calmas por estes lados.
domingo, abril 10, 2005
História Universal do Público
Esta nova colecção de História Universal do Público, numa primeira e superficial análise, parece-me muito fraca, muito pior que a do Correio da Manhã. Textos curtos, letras garrafais para render o peixe, papel grosso para fazer volume, manchas brancas e margens enormes, impressão apagada. Fica-se com a ideia de que com o mesmo número de páginas se poderia ter o dobro da informação.
Nada disto acontece com a colecção do Correio de Manhã que me surpreendeu pela positiva. Textos densos, com muita informação e análises profundas e bem escritas. E nada de truques editoriais, com um bom preenchimento das páginas, um papel fino mas de qualidade (o volume do CM tem mais 200 páginas do que o do Público), textos e imagens bem impressas e uma paginação equilibrada e bonita. Comparando os dois números grátis oferecidos, o do CM deve ter cerca de três vezes mais texto.
É certo que não se podem tirar conclusões definitivas a partir de um só número, e que é preciso uma leitura mais atenta. Além disso, é possível, ainda não confirmei, que a colecção do Público seja mais actualizada. Mas mesmo assim, esta colecção é uma decepção. Talvez assim se compreenda por que razão foi fornecida tão pouca informação acerca dela (apenas foi dito que era da Salvat e que tinha revisão do Prof. Catedrático Luís Adão da Fonseca, o que não significa nada) e porque demoraram tanto tempo a lançá-la (quem sabe com medo da comparação).
quarta-feira, abril 06, 2005
Playa del Silencio
Aqui se escuta na sua plenitude o grulhar dos pássaros e o rumorejar do mar.
É um sitio ideal para se sentar e admirar a natureza.
terça-feira, abril 05, 2005
1 hora e trinta de comboio da Póvoa ao Porto!
Não! Não me refiro ao tempo actual dispendido (devido às obras a metro do Metro) para se ir da Póvoa de Varzim ao Porto!
Aludo sim à duração da viagem de comboio entres estes dois burgos, em 1907. Pude verificar isso no livro digital “Itinerário dos Comboios”, nº 60, de 1907, disponível na biblioteca digital do web site “O Comboio”.
O livro possui curiosidades bem engraçadas, se observadas à luz dos nossos dias, como as velocidades médias atingidas pelas locomotivas, as mercadorias transportadas, os tramways, os antigos apeadeiros (como Matalto), etc.
Já não me recordo muito bem se foi um meu bisavó ou tio-bisavó (materno) que foi maquinista na viagem de inauguração da Linha Porto-Póvoa, ainda no final do séc. XIX
segunda-feira, abril 04, 2005
Novo membro
Gostei de ler
O post de José Mário Silva, publicado no Blogue de Esquerda. Não concordo com a conclusão, mas apoio muitas das ideias.
João Paulo II
Gostei do seu testemunho de fé, da simpatia e do carisma, da abertura da Igreja ao mundo, do papel que teve na queda do Bloco Leste, do esforço ecuménico, da busca de reconciliação com os judeus, da aproximação a outras culturas e religiões, dos pedidos de perdão, da oposição sistemática à guerra.
Não gostei do empenho conservador nas questões da vida e da sexualidade, da excessiva ortodoxia, da recusa de convocação de um novo concílio, do anátema à Teologia da Libertação, do favorecimento à Opus Dei e ao movimento carismático, do estímulo à devoção do culto mariano.
domingo, abril 03, 2005
Luto pelo Papa
De João Paulo II o melhor elogio que se pode fazer é que foi um homem de paz e uma pessoa de fé. Neste dia, nós, os católicos, devemos afirmar, na sequência do que disse o nosso cardeal, a comunhão com o Papa.
sábado, abril 02, 2005
...
Vejam este elogio que o Jorge Reis-Sá me fez a propósito do meu post anterior. Um exagero, como é óbvio, mas um exagero agradável.










