domingo, setembro 04, 2005

O fim do Rotação Difusa

Era nosso desejo manter o Rotação Difusa pelo menos até 8 de Outubro, para que este pudesse completar um ano de existência.
Por razões diversas, não foi possível alcançar esse objectivo, e por isso anuncio o fim do blogue. Uma palavra de agradecimento a todos os que nos visitaram. Quem nos quiser encontrar poderá visitar-nos nos "blogues dos membros": A bola entre nós (todos os membros do RD), Caixa de Música (Alexandre Mano), 1 minuto (Fernando Vilarinho), um par de botas (Fernando Pontes).

sexta-feira, setembro 02, 2005

já guardo boas memórias...

Decidi que a partir de agora deixo de ser colaborador do Rotação Difusa. As razões subjacentes prendem-se sobretudo com a falta de motivação para escrever mais aqui. O pessoal daqui, que é todo porreiraço, que não me leve a mal.

Entendi ressuscitar o 1 Minuto , numa época onde tantas múmias erram por este país.

Agradeço ao Mário ( e Alexandre) o convite que me foi dirigido para rabiscar aqui. E um abraço aos outros membros. E outro abraço ao pessoal (muitos poucos mas creio bons) que visita(ram) este blogue.

BIENI,

fv

p.s. coloquei o nome do Alexandre entre parêntesis apenas por não ser o fundador deste blogue

quinta-feira, setembro 01, 2005

Muita Falta de Chá!


Suscito que um certo psiquiatra inclua no receituário ao seu corriqueiro freguês, um pretenso amarantino, que ainda ontem à noite, estupidificado pelos holofotes da roça dos tachos (que cobiça um dia também sujeitar) se tomou por Senhor DOUTOR do insulto e do charlatanismo alarve ; a leitura do “Livro de Chá”, acompanhada desta sã bebida, com ervas de camomila para aplacar a sua cônscia destemperança e as suas insolências.

Transcrevo alguns excertos traduzidos das primeiras páginas deste livro. Tudo o resto confio à vossa intimidade.

O culto do chá assenta no encantamento pela beleza envolvente em contraponto aos factos prosaicos sobrevindos na nossa existência diária. Incute rectidão e harmonia, a prática do entendimento mútuo e a idealidade de uma ordem social conforme.
Trata-se essencialmente de um propósito inalcançável, imperfeito, uma vez que é uma tentativa muito delicada de atingir algo possível nesta coisa impossível à qual chamamos vida. (…)

Na nossa linguagem comum costumamos dizer que um homem ´não tem chá´ quando não é sensível aos interesse trágico-cómicos do drama pessoal. (…)

Mas quando pensamos quão minúscula é afinal, a chávena do prazer humano, quão rapidamente transborda de lágrimas, quão facilmente se esgota devido a esta sede insaciável de infinito, não nos podemos culpar por dar tanta importância à chávena do chá. (…)
Aqueles que não conseguem sentir a insignificância das coisas grandes nele próprios tendem a ignorar a grandeza das insignificâncias nos outros. O culto do chá é nobre segredo de rir de si mesmo, calma mas profundamente, e isto é a essência do humor – o sorriso da filosofia. (…)
Entretanto bebemos um gole de chá. O brilho da tarde ilumina as canas de bambu, as fontes borbulham satisfeitas, o zunido do vento por entre os pinheiros ouve-se na nossa chaleira. Sonhamos pois com a evanescência e contemplemos a leva beleza das coisas."

O livro do Chá foi escrito em 1906 por Okakuro Kakuso um japonês que passou a última década da sua vida nos Estados Unidos a permutar os vastos seus conhecimentos.

p.s.: misto de opção/disponibilidade quase não tenho seguido os debates eleitorais da SicNotícias. Recordo-me do de Oeiras, ontem de Amarante, hoje Gondomar (sem Valentim L.). Braga, Leiria e Felgueiras também já tiveram ou devem ter presença assegurada, e se calhar Amadora tb. E estou a ver o peixe mais miúdo desta trupe: Castelo de Paiva, Alcochete e afins também a exigir tempo de antena.
Os juízes deste país já têm programa para se entreterem de noite.

Fonte da foto: Elvis Hoshida_ Photosushi


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